O ENSINO DA
MATEMÁTICA – ALGUMAS SOLUÇÕES
Os avanços teóricos têm comprovado que a aprendizagem não se
dá pelo treino mecânico descontextualizado, ou pela exposição exaustiva do
professor. Pelo contrário, a aprendizagem dos conceitos ocorre pela interação
dos alunos com o conhecimento.
É importante observarmos que o processo de ensino é
constituído por diversas atividades que deverão ser organizadas pelo professor,
visando a assimilação, por parte dos alunos, de conhecimentos, habilidades e
hábitos, do desenvolvimento de suas capacidades intelectuais, objetivando
sempre o domínio dos conhecimentos e habilidades e suas diversas aplicações.
O fundamental dentro do processo ensino-aprendizagem é a
alteração de “como ensinar” para “como os alunos aprendem e o que faço para
favorecer este aprendizado”. Para isso, devemos entender que os conteúdos
direcionam o processo ensino-aprendizagem onde priorizam-se a construção
individual e a coletiva. Com isso, oportunizamos situações em que os educandos
interagem com o objeto de conhecimento e estabelecem suas hipóteses para que
estas sejam, posteriormente, confirmadas ou reformulados.
Entendo que o primeiro passo a ser dado é a ruptura da
educação matemática com o modelo tradicional, optando-se por um contexto mais
construtivista, onde os alunos devem analisar um determinado problema para que,
só então, passem a compreendê-lo. É importante aqui que o professor ofereça
espaço para discussões e interaja continuamente com seus alunos.
Além disso, o professor deve se dar conta que para um bom
aprendizado de matemática é fundamental que o aluno se sinta interessado na
resolução de um problema, qualquer que seja ele, despertando, assim, a sua
curiosidade e a sua criatividade ao resolvê-lo.
Citando o que escreve Biaggi (2000), “não é possível preparar
alunos capazes de solucionar problemas ensinando conceitos matemáticos
desvinculados da realidade, ou que se mostrem sem significado para eles,
esperando que saibam como utilizá-los no futuro” . No que se refere às avaliações
escolares, estas devem ser realizadas permanentemente pelos mestres,
lembrando-se sempre que elas têm a função de qualificação do educando e não a
de classificação. Teriam, pois, um papel de diagnóstico da aprendizagem e não
de uma ferramenta que o professor possa utilizar para lembrar aos alunos quem
detêm o poder.
Por último, não podemos nos esquecer dos aspectos que regem a
contínua formação de nossos professores, além, é claro da formação básica
indispensável para a boa formação docente, pois a eles são atribuídas
responsabilidades para com a sociedade dos homens e sua cultura.
Entendo por formação básica do professor aquela desenvolvida
pelos cursos de licenciatura e não apenas pelas disciplinas pedagógicas, com o
objetivo de preparar professores que atuarão no magistério de ensino
fundamental e médio.
Entretanto, reconhecemos, hoje, a necessidade urgente de uma
revisão nas licenciaturas, principalmente a que abrange o ensino de matemática.
Assim sendo, as universidades devem intervir, de modo responsável e inequívoco,
no quadro caótico em que se encontra o ensino de matemática, mas este assunto
já produzirá, quem sabe, outro artigo.
CONCLUSÃO
As relações entre
professor de matemática, aluno e conteúdos matemáticos são dinâmicas; por isso,
a atividade de ensino deve ser um processo coordenado de ações docentes, em que
o professor deverá organizar, com o máximo de cuidado possível, suas aulas,
levando em conta sempre as reais necessidades dos seus alunos nos diversos
tipos de ambientes onde estão inseridos. Não podemos nos esquecer que o ensino
de matemática tem caráter bilateral, pois combina a atividade do professor –
ensinar – com a atividade do aluno – aprender. Assim sendo, acredito que a
matemática deveria ser ensinada de modo a ser um estímulo à capacidade de
investigação lógica do educando, fazendo-o raciocinar. Neste contexto, a tarefa
básica do professor seria o desenvolvimento da criatividade, apoiada não só na
reflexão sobre os conhecimentos acumulados pela ciência em questão, mas também
sobre suas aplicações às demais ciências, à tecnologia e ao progresso social.
Quanto à escola, ela deve oferecer recursos materiais para tornar possível o
trabalho docente. Finalmente, o ensino da matemática deveria estar apoiado em
experiências agradáveis, capazes de favorecer o desenvolvimento de atitudes
positivas, que, por sua vez, conduzirão a uma melhor aprendizagem e ao gosto
pela matemática.
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